Aos invernos da vida...
- sussurrodaalma

- 14 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
A vida é como a respiração...
Inspiro...
E expiro...
Recolho...
E exponho-me...
A vida nunca é estática e fluir também é escutar o chamamento da vida e permitirmo-nos a dança-los.
Atento-me...
Observo...
De cada vez que recolho em mim...
Renasço...
Estes últimos anos ensinaram me muito sobre a morte.
Deixei morrer o que já não ressoava comigo...
Morreram camadas minhas... velhas e tóxicas...
A morte interna é sofrida, porque nos retira da zona de conforto e expõe a dor...
Mas renascer... é belo... é permitir a parir o novo.
Com tempo, gentileza, amor e compaixão para connosco dão se novos movimentos que nos trazem leveza e sabedoria.
A natureza fala nos muito da morte o tempo todo. E relembra-nos que aquilo que está fora, habita também dentro...
Mas nem todas as mortes são fáceis... Há invernos hostis e duros... por vezes resistimos e queremos voltar à concha do que conheciamos. É preciso coragem para abraçar e envolver com o novo.
Que de todas as vezes que o saudável me encontrar, eu tenha a coragem de permanecer.
Que de todas as vezes que o amor me encontrar, eu tenha a audácia de o receber.
Que me permita sempre escolher a luz, mesmo nas noites escuras.
Ao amor que habita em mim, que eu continue a doa-lo mas recordando-me de o doar também a mim.
Aos invernos da vida que nos preparam para novas primaveras.
Monica Lopes



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