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Rendo-me...

Foto do escritor: sussurrodaalma
sussurrodaalma
24 de jul.
1 min de leitura

Nada nunca foi tão visceral como esta sensação de perda total de controlo. Dificuldades umas atrás das outras e o peso do mundo no meu corpo. O corpo cedeu... dói... contorceu...


Como é possível viver a querer que tudo se equilíbre e harmonize... e pouco a pouco tudo se desintegra uma e outra vez...


Tenho a dor na alma...


Tenho a injustiça do tamanho do mundo...


Mas eu ja percebi...


Aquele que me sustenta quer que liberte... e siga um fluxo de imprevisto.


Quer que caminhe a escuridão de olhos vendados.


Dói na alma.


Dá medo.


Porque tem tudo de ser difícil ou complicado?


Que parte do destino assinei sem ver?


Ja fui em tempos a guerreira. A que levou tudo pelo caminho sem olhar para traz. Hoje estou diferente... afasto-me de guerras e pesos que nao são meus de pegar.


Permito-me a ser vulnerável.


E o bom de soltar os pesos... é que me torno livre e liberta.


Então que tudo aquilo que não é divino... o vento leve.


Que tudo o que me faz mal; o fogo queime.


Que as minhas águas acalmem e apenas o amor fique.


Em modo livre... rendo-me...


Que o divino suporte o que não consigo suportar.



Mónica Lopes

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